Com desemprego em alta, concursos militares são ótimas opções em 2021

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A evolução no número de inscritos nos principais concursos do Exército mostra forte correlação com a alta do desemprego no Brasil.

As inscrições para a EsPCEx (Escola de Preparação dos Cadetes do Exército) e para a ESA (Escola de Sargento das Armas) deram um salto significativo em 2016, quando o percentual de pessoas desocupadas ultrapassou a barreira dos 10%, segundo dados do IBGE —a taxa terminou 2020 em 14,2%.

O ano de 2016 coincide com a permissão para que mulheres concorram nessas provas. Contudo, mesmo excluindo as inscrições femininas, é possível verificar um forte aumento.

Na ESA, as inscrições voltaram ao patamar que tinham no início do século. Em 2001, foram 113 mil homens concorrendo para as 1.480 vagas. O número caiu para 37.055 em 2006 e voltou a subir em 2019, quando alcançou 118 mil interessados —85 mil para o concurso exclusivo masculino.

Além da estabilidade, o ingresso para estudar no Exército permite que o aluno receba de imediato uma ajuda de custo.

Na EsPCEx e na ESA, a ajuda de custo é de R$ 1.199. O curso de um ano na EsPCEx é a porta de entrada para a Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), onde o jovem recebe um soldo de R$ 1.334 até se tornar um oficial, com salário inicial na casa dos R$ 6.000.

O acesso à informação também contribuiu para o aumento no interesse, segundo Gustavo Klauck, coordenador da Academia Pré-Militar, outro curso preparatório.

O alistamento militar obrigatório é também um meio de entrada para jovens sem perspectiva imediata de emprego ou estudo.

Atualmente, o recruta recebe um soldo de R$ 1.078.

O recruta selecionado no alistamento obrigatório pode permanecer por até oito anos no Exército. Mas pode ser dispensado ao longo desse período, por indisponibilidade de vagas.

O Exército afirma que desenvolve o projeto Soldado-Cidadão, no qual os recrutas têm uma qualificação profissional visando o momento de saída da Força.

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