Educação 2021: Uma questão de posição

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Educação, política, futebol e religião são alguns assuntos que podem surgir diversas ideias e teorias, sem que se atenha, de fato, a teoria desses temas.

Por exemplo, quando vemos um jogo de futebol, de acordo com o que pensamos, gostaríamos que os técnicos fizessem determinada escalação ou substituição. Mas quantas vezes tentamos entender
por que o técnico tomou uma atitude diferente da qual pensamos? A reflexão mais
profunda talvez seria: Por que achamos que as nossas ideias deveriam se sobrepor as
dos técnicos?

euquerosaber 2 (1)
E não é assim nos temas citados? Não irei escrever sobre todos os assuntos (não aqui,
agora), mas gostaria de dar uma ênfase a educação. Porque assim como o futebol, temos
sempre uma opinião (algumas bem inflexíveis) sobre a educação. Talvez quase todos os
brasileiros tenham uma ideia sobre o que é e o que deveria ser a educação. O que a
educação representa para cada um de nós? Embora, aproximadamente, 16 milhões de
pessoas com menos de 15 anos sejam analfabetos e 30 milhões de pessoas sejam
analfabetos funcionais, essas pessoas também têm suas concepções sobre educação.
E no campo do “eu acho”, a concepção sobre o que é educação passou a ser muito mais
uma visão pessoal do que debate sobre teorias (educacionais). Não diria que surgem
propostas ruins ou boas, mas com certeza algumas ingênuas. Aqui uso a palavra
ingenuidade no sentido de limitação de observação de uma determinada situação. E por
que falo isso? Primeiro, porque educação é muito maior do que podemos ver e perceber.

 

Caminhos possíveis e alternativos do sistema educacional

euquerosaber 2 (1)

Quando escrevo educação, falamos de sistema educacional e não de uma escola (ou
mais precisamente uma sala de aula que geralmente é de onde vem a maioria das nossas
percepções). O sistema, se arruma em quatros níveis: municipais, estaduais, federais e
internacionais. Geralmente, a forma de organização educacional é do macro para o
micro, ou seja, do internacional para o nacional. Basta ver que os currículos são
baseados em concepções de outros países e que muitos dos secretários e ministros
estudaram em outro país e que praticamente todas as teorias vieram de outros países.
Mas o debate mais aflorado é se a educação é neutra ou se ela serve como uma
doutrinação. E a questão, do “ponto de vista” de cada um, é a seguinte: Para uns, a
escola deveria ser o local onde os estudantes só deveriam aprender as disciplinas, sem
nenhuma (ou pouca) relação com o mundo externo. Para outros, os estudantes além de
aprender as disciplinas, deveriam aprender a fazer relações com o seu cotidiano, de
forma a (re) pensar sobre sua vida. Ambos se criticam. E as vezes se criticam até no
campo das mentiras (quando criam mentiras uma das outras).
Essas explicações estão ligadas a visão (ou não) de mundo que cada pessoa possui. Para
os primeiros, imaginam que as mudanças (sim, porque se tem algum ponto que
converge é que ambos entendem que a situação não é a melhor) não passa pela
educação. Que a vida, o país irá melhorar através de deslegitimação de alguns grupos.
Relegar esses grupos a uma invisibilidade e emergir outro(s) grupo (s) (que
compactuam com determinada ideia), que trará um esquema todo arquitetado e
dogmatizado e que as pessoas irão se enquadrar naquele esquema (que querem trazer
para toda a sociedade). E aqueles que não se enquadrarem, serão levados a viver
naqueles outros grupos (invisibilizados).

 

Opinião é igual gosto: todo mundo tem

euquerosaber

Ou a visão de mundo é que através da educação a mudança de vida, do país, acontecerá
quando as pessoas começarem a entender que vivem em um sistema que dá pouco (ou
poucas) oportunidade (s) para quem tem uma condição financeira pequena, para um
grupo com determinado cor de pele ou para um grupo que são (re) conhecidos
(julgados) pela sua orientação sexual. Que haverá uma mudança quando nos cargos de
poder tiver pessoas desses grupos, citados anteriormente, que estudaram nesse sistema
educacional, onde essas pessoas possam pensar em políticas públicas que irão trazer
uma melhor qualidade de vida tanto para esses grupos mencionados, quanto para outros
(ou seja, todos).
O debate, embora muitas das vezes pareçam ser sem fundamentos sólidos, são
basicamente sobre essas duas visões de mundo e a qual a educação deva (deveria ou
deverá) servir.
E aí pergunto: Como você enxerga esse debate?

Marcelo Bomfim

Professor de Física, Ativista e Colaborador do nosso site

marcelo euquerosaber

 

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