Em 2021 o ensino remoto para alunos surdos é um grande desafio

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A Educação nos provoca repensar nossas estratégias, nossos caminhos escolhidos para atingirmos os nossos objetivos quanto à inclusão de pessoas surdas – e suas emoções – num mundo globalizado em época de pandemia.

Período em que, cada vez mais distantes fisicamente das pessoas, há uma distância ainda maior daqueles que não ouvem, ou seja, dos surdos. Como consequência, transformou-se o trabalho de docentes e discentes fora das escolas, das universidades e do convívio social presencial.

Temos que pensar em como enfrentar as barreiras que vêm ocorrendo com o fechamento de escolas e universidades, o que traz maior dificuldade ainda para aqueles que necessitam de um olhar, de um sinal de Libras para a sua comunicação interpessoal, social e contextual.

A Libras é especialmente importante dentro da comunidade surda e seu uso deve ser difundido para que tenhamos uma comunicação acessível. Nem toda pessoa com perda auditiva, contudo, utiliza essa linguagem, fazendo uso tradicional do português. Nesse caso, a legenda é um recurso essencial para ajudar na comunicação entre surdos e ouvintes.

Todo professor deve se capacitar em LIBRAS!

Aos profissionais que ainda não fizeram, existem cursos gratuitos na internet.

Muitos defensores da Língua Brasileira de Sinais para os surdos afirmam que ela é considerada “natural”, adquirida em qualquer idade, e que a partir dela o surdo constituirá uma identidade surda, já que ele não é ouvinte. A maioria dos estudos tem como base a ideia de que a identidade surda se define pelo uso da língua. Ou seja, o uso ou não da Libras seria o que definiria basicamente a identidade do sujeito, que só seria desenvolvida em contato com outro surdo.

Estudos mostram que os sentimentos de solidão e o comprometimento emocional de alunos se modificam conforme sua graduação, mas há um dado significativo com relação à síndrome de burnout: ela afeta tanto alunos com notas acima como alunos com notas abaixo da média. Isso indica que a implantação de atividades remotas no fechamento das escolas e universidades não impediu o desencadeamento dessa síndrome, afetando o rendimento acadêmico dos alunos e, ainda, suas relações.

Vale lembrar que para uma educação ser de fato para todos, ela tem que ter um ambiente virtual adequado, com plataformas permanentes de acessibilidade, e não somente em lives.

Em toda e qualquer situação que envolva a comunicação, deve haver a troca e o respeito com aquele que apresenta alguma necessidade de acessibilidade diferenciada para participar, aprender e contribuir na construção do aprendizado.

 

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